Embora nem sempre seja obrigatória, a brigada de incêndio é uma medida muito no combate a incêndios nos mais diversos tipos de edificações. Isso porque, quando uma emergência com fogo ocorre, contar com pessoas treinadas e capacitadas para agir no sentido de evacuar o local e evitar que as chamas se alastrem facilita o trabalho do Corpo de Bombeiros, além de preservar a vida das pessoas que circulam pelos ambientes. Ter uma brigada de incêndio, portanto, vai além do cumprimento de normas.
No entanto, a legislação existe e ela aborda a obrigatoriedade de contar com uma equipe preparada para combater o fogo tanto nos prédios residenciais quanto nos comerciais e nos industriais. Em termos gerais, a brigada de incêndio é obrigatória em todas as edificações que contam com mais de 20 funcionários (ou moradores). É formada por pessoas adultas, alfabetizadas, que gozam de boa saúde e passam a maior parte do tempo no local.
O que é a brigada de incêndio?
A brigada de incêndio é uma equipe formada por voluntários ou não, treinada e capacitada para agir com segurança no caso de uma emergência com fogo em prédios residenciais, comerciais e industriais. Os membros (brigadistas) são funcionários ou moradores que, basicamente, têm condições de agir com tranquilidade e segurança quando houver necessidade. O número de brigadistas varia de acordo com o tamanho e a quantidade de pessoas que circulam diariamente pelo local. Apesar de ser complementar à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), a brigada de incêndio não garante estabilidade de emprego, como acontece com os membros da CIPA.
Qual a sua importância?

A brigada de incêndio age na prevenção e no combate às chamas em edificações residenciais, comerciais e industriais. Foto: Pixabay
Resumidamente, os brigadistas são pessoas que sabem como agir no caso de uma emergência, seja no sentido de evacuar o prédio, de combater as chamas ou, ainda, na aplicação de técnicas de primeiros socorros. Quando há uma ocorrência, a brigada de incêndio garante que os prejuízos sejam evitados ou pelo menos minimizados até a chegada dos Bombeiros, que vão realizar o combate efetivo ao incêndio e o salvamento de pessoas, se for o caso.
Além de combater as chamas, a brigada de incêndio também é responsável por prevenir incidentes desse tipo. Isso significa que os brigadistas devem estar sempre atentos às condições da edificação em relação ao projeto de segurança contra incêndios. Em outras palavras, a brigada deve alertar os responsáveis por possíveis descuidos e riscos presentes no ambiente. Além disso, deve fiscalizar o funcionamento dos equipamentos que fazem parte do sistema de prevenção e combate, a fim de que tudo esteja em condições de operação caso haja alguma ocorrência.
Como funciona o treinamento da brigada de incêndio?
O treinamento da brigada de incêndio é feito pelo Corpo de Bombeiros e conta com atividades teóricas e práticas. Além de conhecer o projeto de segurança da edificação e o plano de emergência, os brigadistas aprendem como agir na prevenção e no combate às chamas. O Corpo de Bombeiros orienta os membros a estarem atentos a quaisquer possíveis riscos e, então, notificar os responsáveis pelo local para que sejam feitas as adequações e os consertos necessários para o bom funcionamento de todos os equipamentos no caso de uma ocorrência.
Os brigadistas também são treinados a operar os equipamentos que fazem parte do sistema de segurança, como os extintores, por exemplo. Além disso, devem orientar as pessoas para que façam uma evacuação eficiente do prédio, a fim de evitar situações de pânico ou que possam prejudicar a utilização das rotas de fuga com segurança. Durante o treinamento, a brigada de incêndio passa por exercícios que simulam situações de emergência para que seus membros aprendam como agir em situações reais de incêndio. O Corpo de Bombeiros também orienta quanto à necessidade e a aplicação de primeiros socorros até que o salvamento chegue ao local. Depois do curso, todos recebem um documento que atesta a realização do treinamento. A reciclagem deve ser feita todos os anos ou sempre que houver alteração de metade dos brigadistas.








