Assim como ocorre com os equipamentos e sistemas de prevenção e combate a incêndios, planejar rotas de fuga eficientes é essencial para a segurança da edificação e, principalmente, de seus ocupantes. No entanto, é preciso respeitar uma série de normas, já que a função das rotas é possibilitar uma evacuação rápida e segura.
Um exemplo famoso de rota de fuga mal projetada ou ineficiente é o caso da boate Kiss, de Santa Maria (RS), quando muitas pessoas não conseguiram sair do local, sendo levadas à morte. Portas fechadas e obstáculos na rota causaram, além de prejuízos financeiros, uma enorme tragédia.
Como planejar rotas de fuga conforme as exigências técnicas?
Em primeiro lugar, é preciso reforçar que para planejar rotas de fuga, é essencial considerar as exigências legais. Essas normas e leis, desenvolvidas a partir de conhecimento técnico e eventos ocorridos anteriormente, determinam as melhores medidas para garantir um planejamento eficiente, que realmente proteja as pessoas em caso de emergência.
Os trajetos, normalmente, são compostos por corredores, escadas, rampas, elevadores de emergência e portas. Por isso, o projeto de prevenção e combate a incêndio (PPCI), que engloba as saídas de emergência, deve ser pensado desde antes da construção do imóvel.
Alguns fatores devem ser levados em conta na hora de planejar rotas de fuga, como: risco de incêndio, tamanho da edificação, quantidade de pavimentos e ambientes, capacidade de ocupação e possíveis pontos de risco.
Os trajetos que levam as pessoas para fora da edificação devem ser:
- Acessíveis e livres (sem objetos, grades ou barras que impeçam a livre circulação)
- Bem-sinalizadas e iluminadas
Normas e leis
No Brasil, a NBR 9077 é a norma que estabelece os requisitos técnicos para o projeto, dimensionamento, execução e manutenção de saídas de emergência em edificações. A norma traz critérios e regras para a implantação, a fim de garantir que a evacuação seja rápida, segura e eficiente, além de possibilitar fácil acesso ao Corpo de Bombeiros e equipes de salvamento.
No entanto, há outras determinações que podem ser exigidas conforme o caso e/ou a localidade em que o imóvel se localiza. Por isso, a dica é conversar com um profissional especializado em segurança contra incêndio, que esteja atualizado e tenha amplo conhecimento da área.
Além disso, para fins de aprovação pelos bombeiros (emissão do Auto de Vistoria e/ou do Certificado de Licença), as rotas de fuga devem constar no projeto. Lembre-se que qualquer medida de segurança em edificações, quando planejada e implementada por profissionais, pode acelerar o processo de obtenção do alvará.
E mais: em caso de um incêndio, na ausência de medidas robustas, os responsáveis pelo espaço serão responsabilizados – como aconteceu no caso da Kiss em 2013. Não negligencie medidas de segurança!
Entre em contato com a WHL Engenharia e fale diretamente com um engenheiro especialista, experiente e qualificado para saber mais sobre como planejar rotas de fuga de maneira segura e eficiente, garantindo a aprovação do Corpo de Bombeiros e, principalmente, a proteção de quem circula pela edificação. Clique aqui para acessar os dados de contato.








