É claro que ninguém quer passar por uma emergência, mas o fato é que, infelizmente, todos os tipos de edificação estão sujeitas a isso. No caso dos condomínios, a situação pode ser ainda mais complicada porque, por mais que um morador seja extremamente cuidadoso, pode ocorrer um princípio de incêndio na unidade ao lado e colocar todo o complexo em risco. Por isso, podemos afirmar que cuidar da proteção contra incêndio em condomínios é um trabalho para todos: moradores, funcionários, prestadores de serviço e síndico.
Os condomínios são considerados de alto risco para ocorrência de incêndio e as principais causas são:
– Sobrecarga ou más condições das instalações elétricas;
– Comida esquecida no fogão ou forno;
– Móveis como sofás ou cortinas próximos a churrasqueiras;
– Brincadeiras ou negligência com a chama produzida por isqueiros ou velas.
Pensando nisso, criamos um guia de proteção com orientações básicas para manter o condomínio e todos que circulam por ele em segurança. Confira as dicas.
Medidas de proteção contra incêndio em condomínios
Com exceção das casas unifamiliares, todas as edificações precisam ter um plano de proteção contra incêndio. Nos condomínios, é fundamental que ele conte com medidas para tentar evitar um princípio de incêndio e, quando isso não for possível, medidas de combate a fim de que o fogo seja controlado ou extinto rapidamente.
Além disso, é preciso pensar na evacuação do local. O abandono do imóvel deve ser seguro e rápido, para isso, a elaboração das rotas de fuga é algo que deve ser levado a sério. Alguns itens que não podem faltar em um sistema de proteção contra incêndio em condomínios são:
– Alarme e sinalização de emergência;
– Extintores e hidrantes em locais de fácil acesso;
– Escadas de emergência, pressurizadas ou não, e, quando for o caso, elevadores de emergência;
– Brigada de incêndio voluntária, formada por funcionários fixos e moradores;
– Conscientização da população do condomínio para que saibam evitar um princípio de incêndio e/ou agir quando isso não for possível.
Vale lembrar que o sistema de distribuição de gás canalizado precisa passar por inspeções de tempos em tempos, afinal, vazamentos podem causar explosões e colocar a vida dos moradores em risco. Além disso, todos os equipamentos de proteção contra incêndio em condomínios devem passar por manutenção preventiva para que estejam sempre em pleno estado de funcionamento. E tem mais: a licença dos bombeiros é fundamental nesse tipo de edificação.
O que fazer se o condomínio pegar fogo?

Comunicar o Corpo de Bombeiros é uma das medidas mais importantes. Foto: Pixabay
Nem sempre é possível evitar que o fogo comece em um condomínio, afinal, não dá para controlar absolutamente tudo que cada morador, funcionário ou prestador de serviço faz. Por isso, se o incêndio for inevitável, é preciso:
– Abandonar o prédio imediatamente pela rota de fuga;
– Evitar o uso dos elevadores, a não ser os que são específicos para casos de emergência;
– Chamar o Corpo de Bombeiros (193) para atender à ocorrência;
– Evitar tentar salvar outras pessoas, deixe esse trabalho para os bombeiros ou para a brigada de incêndio;
– Manter a calma e tentar tranquilizar pessoas que possam estar em pânico;
– Cobrir o rosto com um pano molhado, respirar pelo nariz e procurar um espaço ao ar livre, caso o local já esteja tomado por fumaça.
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