Em segurança contra incêndio, existem medidas ativas e passivas que servem para proteger a estrutura da edificação e principalmente a vida dos ocupantes. Basicamente, as medidas ativas são aquelas que precisam de intervenção (humana ou automática) para o combate ao fogo, como os extintores e hidrantes, por exemplo. Já o revestimento estrutural contra fogo se enquadra nas medidas passivas, ou seja, aquelas que estão integradas à construção e atuam na proteção mesmo sem intervenção.
O revestimento estrutural contra fogo é essencialmente importante para proteger a estrutura da edificação. Além de prevenir colapsos, sua função inclui a segurança das pessoas durante uma necessidade de evacuação de emergência, além de facilitar a atuação dos brigadistas e do Corpo de Bombeiros.
É importante considerar a aplicação da proteção tanto em estruturas de alvenaria quanto nas metálicas, mas o projeto precisa ser avaliado por um profissional especializado em segurança contra incêndio. Isso porque há uma série de exigências que precisam ser cumpridas para garantir o alvará do bombeiro.
Normas técnicas de referência
Abaixo, citamos duas normas usadas como referência para a aplicação do revestimento estrutural contra fogo:
- NBR 15575:2021 (Norma de Desempenho): Por meio de critérios claros, define parâmetros de qualidade e implementa procedimentos de análise para garantir o cumprimento desses padrões, servindo como um guia. A norma abrange aspectos estruturais, conforto acústico e térmico, segurança contra incêndios, durabilidade e sustentabilidade.
- NBR 14.323:2013: Aplicável a edificações destinadas a habitação, uso comercial, industrial e uso público, estabelece os requisitos de resistência ao fogo para estruturas de aço e estruturas mistas (aço e concreto). A norma tem o objetivo de orientar profissionais quanto à prevenção de colapsos e à proteção dos ocupantes durante uma emergência.
ART de instalação e manutenção do revestimento estrutural contra fogo
A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é um documento que pode ser exigido pelo Corpo de Bombeiros na hora de emitir ou renovar o alvará. Ele garante que o sistema é seguro.
A principal característica da ART é que, ao emiti-la, o engenheiro se torna responsável por aquele serviço, respondendo pela sua garantia de segurança. No entanto, antes de obter esse documento, é preciso garantir um bom Projeto de Proteção e Combate a Incêndio (PPCI), além de laudos e atestados técnicos.
Assim como outras medidas passivas, o revestimento estrutural contra fogo não segue uma fórmula específica, afinal, cada edificação tem suas próprias características, que devem ser levadas em conta na hora de determinar a aplicação adequada da proteção em paredes, vigas, pisos, lajes, pilares e coberturas. Edificações altas e/ou com intensa movimentação de pessoas (shoppings, hospitais, indústrias e condomínios, por exemplo) exigem esse tipo de revestimento.
Para obter a ART de instalação e manutenção do revestimento estrutural contra fogo, o primeiro passo é entrar em contato com um profissional especializado e solicitar uma avaliação técnica, a fim de saber quais os procedimentos necessários para regularizar a edificação. A depender da situação, poderá ser orientada a emissão de outros documentos.
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